Mediunidade com Kardec
Buscar neste site
76 resultados encontrados com uma busca vazia
- 27. Qual é o limiar entre a fé e o fanatismo? Como o médium pode evitar os extremos do fanatismo ou do desânimo?
Muitos são aqueles que, ao aderirem pela primeira vez alguma doutrina espiritualista, dentre elas o Espiritismo, Umbanda, Candomblé, Santo Daime, dentre outras, ficam entusiasmados e maravilhados com os conhecimentos que estão desfrutando em seus estudos e, sem perceberem, correm o grave perigo de se renderem ao fanatismo. Como o médium pode evitar os extremos do fanatismo ou do desânimo? O fanatismo é, sem sombra de dúvidas, um grande véu que nos impossibilita de enxergar com clareza, nos prendendo em conceitos e preconceitos, teses e exortações sob a superioridade daquilo que acreditamos como a única, ou a mais pura verdade referente ao tema em destaque. EMPOLGAÇÃO x ESMORECIMENTO Nesse período inicial, é comum vermos o recém-adepto da doutrina espírita ler, reler e buscar diversas obras sobre espiritualidade, falar incansavelmente, onde quer que se encontre, sobre Espíritos, sintonia, vibração, mediunidade, etc. Passado esse primeiro momento, que pode ser razoavelmente longo, a depender de cada ser, o estudante espírita começa a migrar para o polo oposto, saindo da atual empolgação para o esmorecimento. Esse esmorecimento surge dos próprios obstáculos do dia a dia. Ao passar pelas provas que lhe pedem para pôr em prática aquilo que tanto estuda, o espiritista ao sentir dificuldades em perdoar, silenciar e exercitar a sua reforma íntima, sente que seus esforços, suas leituras, palestras e evangelho no lar não estão surtindo efeito, pelo contrário, muitos dizem que quanto mais rezam, pior fica. E sem mais delongas se abstém de suas atividades na casa espírita, deixam de realizar o culto no lar, chegando até o momento que se afastam por completo, desfazendo toda e qualquer ligação com o meio espiritista/espiritualista. Em compensação, há os que encontram o caminho do meio, saindo desse sentimento de admiração cega e exagerada para um estado de harmonia e estabilidade. Sabemos que nem todas as pessoas passam por esse binômio fanatismo/esmorecimento, ou que ele ocorra apenas nessa ordem. As possibilidades e variações são inúmeras. Entretanto, o que buscamos ressaltar é que, sem o cultivo da vigilância e prudência, da paciência e serenidade, da humildade e o estudo constante, o fanatismo encontra espaço para se manifestar e impedir o crescimento daqueles que se perdem em ilusões, independentemente da religião, doutrina, filosofia ou ciência que sigam. FÉ E FANATISMO Há uma linha muito tênue entre a fé e o fanatismo. Essa linha é ultrapassada justamente quando o sujeito, mesmo munido de boas intenções e desejoso de seguir um bom caminho, deixa de ser um partícipe da sua linha religiosa/espiritual e passa a se comportar como a representação encarnada da própria doutrina. Em outras palavras, o indivíduo para de se comportar como um membro/aprendiz da sua doutrina e passa a agir como se fosse a própria doutrina em si, ressaltando que a sua forma de pensar é a correta, absoluta e inquestionável, que as demais opiniões, se forem contrárias as suas, estão erradas. Mudando o seu perfil de comportamento, passa a defender suas ideias de forma obsessiva e apaixonada, mesmo entre amigos, parentes, colegas de trabalho, cônjuge e vizinhos; apresenta tendência em ver o diferente como "inimigo"; acredita que o que é bom para ele também é bom para os demais; tenta impor suas crenças de forma impositiva; acredita ter uma missão divina... EVITANDO OS EXTREMOS Nesse caso, o melhor antídoto contra o fanatismo é a humildade. A humildade, no dizer evangélico, equipara todos os homens e mulheres sob o mesmo patamar, nem maior e nem menor. Para o médium desejoso em seguir uma rota segura em meio ao seu desenvolvimento moral, intelectual e espiritual, a humildade e a modéstia jamais deverão ser esquecidas. Além das leituras iluminadas das obras de Allan Kardec, iniciando com O que é o Espiritismo, seguidos de O Livro dos Espíritos e O Livro dos Médiuns, o médium, seja iniciante ou experiente, após a base teórica/prática das obras acima, deve em seu dia a dia: Estar sempre disposto para aprender, mesmo com aqueles que considere menor ; Estar aberto para os diálogos fraternos em torno dos temas em voga; Respeitar o livre arbítrio do próximo (na forma de pensar e agir, principalmente quando tais ações forem contrárias as suas); Evitar os personalismos ( costume de se colocar como o centro em qualquer circunstância) ; Atentar para o melindre (tendência para se sentir ofendido ou magoado com facilidade); Fugir dos elogios e autoexaltações; Não permitir que os demais lhe coloquem em um pedestal exaltando sua figura de santo ou iluminado ; Evitar o desejo, mesmo que oculto, de fama e reconhecimento; Priorizar o anonimato e a simplicidade em sua caminhada espiritual; Cortar quaisquer arestas ou indícios de vaidade, egoísmo e orgulho; Esquivar-se, quanto possível, do trabalho mediúnico e dos estudos espiritistas de modo isolado; buscando ter ao seu lado, sempre de bom grado, o convívio e a companhia de companheiros mais experientes que possam lhe ajudar e orientar nos percalços. Em síntese, não apenas o médium, mas qualquer pessoa, independentemente da área em que atue, mesmo com bons propósitos, ao esquecer o caminho do meio e do equilíbrio, coloca-se em uma posição complicada, favorecendo o desequilíbrio, o vício e o fanatismo. Sem a devida vigilância, acabam por enterrar grandes oportunidades de trabalho e evolução que poderiam ter aproveitado Vale frisar, desde já, que a mediunidade não é, e nunca será, a responsável por fanatizar ou esmorecer o médium ou qualquer outra pessoa em questão. Por trás das cortinas da invigilância, veremos que são os próprios hábitos do indivíduo em desequilíbrio que o leva por caminhos tortuosos e extremos, colocando-lhe em desalinhos com os ideais mais enobrecidos. ESMORECIMENTO Quanto ao esmorecimento, recordemos sempre das palavras do Cristo que nos disse que aquele que perseverar até o fim será salvo . (Mateus 24:13) Em seu perseverar, todo trabalhador espírita deve buscar servir ao próximo pelo simples prazer de ser útil na seara do bem, sentindo a satisfação de cooperar de forma abnegada, sem esperar quaisquer privilégios por parte de ninguém, principalmente da espiritualidade superior. Como alicerce seguro do seu trabalho, o medianeiro deve trazer a consciência sincera de que todos os feitos realizados por seu intermédio devem ser direcionados a Deus, a Jesus e a espiritualidade amiga. Além do estudo constante de O Livro dos Médiuns como indicado acima, deve compreender também que a sua produção mediúnica carece, para o seu próprio adiantamento, de ser compartilhada com seus companheiros de ideal, dirigentes e instrutores, para o exame e análise dos feitos. Como parte prática dessa instrução, busca receber as devolutivas dos teus irmãos de jornada com humildade, bom ânimo e doçura. Se te parecer justo, corrige os conceitos e te melhora. Em contrapartida, se for injusto, utiliza esta oportunidade para trabalhar a tua paciência e resignação. Se porventura a dor e o sofrimento baterem em tua porta ao ponto de te sentires desanimado, lembra que Deus não te deixaria passar por essas situações sem que você tivesse condições reais de sair vitorioso das intempéries do caminho. Compreende também que algumas dificuldades são colocadas em teu meio para te ajudar a progredir mais depressa, como oportunidade de redenção espiritual. E por fim, lembra-te mais uma vez das palavras do Mestre de Nazaré que disse: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me." (Lucas 9:23) Texto extraído do livro Mediunidade com Kardec de Patrick Lima . Capítulo 3: Prudência Mediúnica Pergunta 27: Qual é o limiar entre a fé e o fanatismo? Como o médium pode evitar os extremos do fanatismo ou do desânimo? Como citar: LIMA, Patrick. Mediunidade com Kardec. Poverello Edições, 2023. 1ª ed. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MAIA , João Nunes (psicografia). Médiuns. Miramez (espírito). Fonte Viva, 19ª edição, 2017. TEIXEIRA , Raul (psicografia). Desafios da Mediunidade. Camilo (espírito). EDITORA FRÁTER, 1ª edição, 27 maio 2020. BÍBLIA DE JERUSALÉM . Mateus 24:13. 14ª impressão. Editora PAULUS, 2017. BÍBLIA DE JERUSALÉM . Lucas 9:23. 14ª impressão. Editora PAULUS, 2017.
- 26. Os vícios, de modo geral, prejudicam a prática mediúnica?
A mediunidade é indiferente a moralidade, classe social, sexo, cultura ou religião, estando presente em todos os meios desde os primeiros passos do homem sobre a Terra. Sendo assim, a mediunidade se encontra vigente entre pessoas que não possuem nenhum tipo de vício, assim como, entre aqueles que são toxicômanos (dependentes químicos), dipsômanos (alcoólatras), pessoas com transtornos compulsivos alimentares, hipersexualidade (vício em sexo), etc. A dependência química, dentre outros vícios, são impedimentos para o exercício da mediunidade? É importante destacar que mediunidade e sintonia andam sempre de mãos dadas . Se estamos constantemente ligados àqueles que estão em nossa mesma faixa vibracional, quem são os companheiros daqueles que se regozijam em vícios e hábitos menos saudáveis? Como já dissemos, a desencarnação não transforma ninguém. Nenhuma alma vira anjo ou santo apenas por desencarnar. Todos os hábitos que cultivamos em Terra, fazem parte da bagagem que levaremos ao além-túmulo, incluindo os nossos vícios. Quanto maior o tempo em que o sujeito se detém preso a determinadas práticas, mais difícil será à sua libertação, principalmente no mundo espiritual. Dessa forma, algumas sensações orgânicas são tão acentuadas após o desencarne que o Espírito sente, como uma espécie de abstinência energética , a necessidade de se satisfazer e passa a buscar essa saciedade – via obsessão e vampirização – diante dos encarnados simpáticos a esses mesmos gostos, principalmente se estes forem possuidores de mediunismo. Por consequência, cada um escolhe e elege as companhias espirituais que bem deseja, sendo o próprio ser encarnado responsável pelos companheiros espirituais que convida diretamente para estar ao seu lado, sejam eles bons, elevados ou ainda em estados inferiores. IMPORTANTE DESTACAR Desde já, não estamos julgando ou condenando ninguém que possuí os hábitos aqui mencionados, pois os temos como irmãos credores da nossa mais singela devoção e amparo. Sabemos ainda das dificuldades existentes quanto a superação dos diversos vícios. Portanto, é importante destacar que a busca pela ajuda profissional especializada deve ser estimulada sempre que possível, e que todos os familiares envolvidos mais próximos são peças fundamentais no reerguimento e sustentação dos seus entes queridos (mesmo daqueles que não querem ajuda ou que não se reconhecem como dependentes). Também não estamos ditando regras, normas ou impedimentos em relação ao aperitivo alcoólico, ao prato preferido, a comunhão sexual, os divertimentos sadios entre amigos, dentre outros. Aqui nos limitamos a apresentar apenas os possíveis efeitos decorrentes dos excessos, vícios e desequilíbrios na vida do medianeiro. Todo excesso/vício/desequilíbrio foge e contraria as leis naturais, ferindo o nosso perispírito. Sendo assim, somos compelidos ao ajuste dos crimes que cometemos contra nós mesmos, seja através das doenças, da desencarnação precoce, da psicose mental ou da obsessão que abrimos precedente. DEPENDÊNCIA QUÍMICA ENTRE OS MEDIANEIROS Em relação às drogas, tabagismo, alcoolismo e a hipersexualidade, além das lesões que é registrada no perispírito do ser em desequilíbrio, há ainda o agravante se a pessoa em questão for um médium ostensivo. Em Segurança Mediúnica , o benfeitor Miramez – psicografia de João Nunes Maia – nos adverte sobre os perigos das viciações diante da vida do medianeiro ao destacar: “ A mediunidade a serviço do bem é incompatível com certos hábitos e com toda espécie de vícios. A mediunidade de cura carrega uma grande responsabilidade diante dos enfermos. O médium viciado, por meios que escapam até mesmo à sua sensibilidade, transfere para o doente o miasma oriundo dos vícios, aquele magnetismo inferior que representa uma doação imprestável.” Qualquer pessoa que, por exemplo, receba um passe, uma transfusão energética de um médium cujos hábitos não sejam salutares, e aqui não nos reportamos somente aos vícios físicos, mas também aos da alma, como a maledicência e tantos outros, assimila em seu próprio corpo os fluidos malsãos recebidos do médium em questão, que mesmo dotado de boas intenções, em ajudar e fazer a caridade, acaba por transmitir as impurezas do seu magnetismo ao paciente em atendimento. Portanto, se desejas trabalhar realmente em nome do bem, na seara de Jesus, é necessário que busque se libertar de todo e qualquer tipo de viciação, inclusive as de cunho moral, como a arrogância, a impaciência, o preconceito, a intolerância, etc. TABAGISMO, INTRIGAS, ÁLCOOL E MALADICÊNCIA Ainda na supracitada obra, Miramez continua suas elucidações ao nos ensinar que: – O fumo não faz mal somente ao físico. Atinge, por meios sutis, outros corpos que o Espírito usa. – A intriga, muito comum nos meios humanos e que pertence a variadas escalas, perturba a função mediúnica, distorcendo as forças do bem e impedindo que o fluido cósmico, na sua candidez, viaje por todos os centros de forças encravados no corpo espiritual, com o seu seguro desempenho. – O álcool em excesso, além de provocar ruptura em delicadas membranas protetoras que separam o mundo espiritual do mundo físico, desativa e retarda as vibrações do centro energético esplênico, interrompendo a distribuição de forças vitais a todo o organismo, impedindo as próprias glândulas endócrinas da fabricação adequada de hormônios, elementos indispensáveis à vida humana, além de outras responsabilidades que têm esses instrumentos louváveis do corpo humano. – A maledicência e o humor picante são vícios terríveis que igualmente modificam todo o sistema de irrigação vital, que acompanham o grande rio sanguíneo, na sua manifestação de vida em todo o complexo humano. Portanto, o tabagismo e as brigas do cotidiano, além do álcool em demasia, a fofoca e a malícia, prejudicam não apenas o corpo físico, mas aos outros corpos sutis que fazem parte da nossa constituição. O álcool ainda é o responsável por provocar a ruptura de delicadas membranas que separam o mundo físico do mundo espiritual, uma espécie de camada de ozônio que protege o médium de ficar exposto a todo e qualquer tipo de influenciação e assimilação energética. Ou seja, o médium que faz uso abundante ou frequente de bebidas alcoólicas ou quaisquer outros tipos de vícios, além de desequilibrar os seus centros de força, extingue pouco a pouco a proteção natural e fluídica que seu corpo possuí, ficando exposto as intempéries do intercâmbio entre os dois planos. Em Diversidade dos Carismas , o autor Hermínio de Miranda informa ainda que “se um participante comparece com elevada dosagem de álcool no sangue ou com uma refeição pesada, em processo de digestão, será impraticável sua integração harmoniosa no grupo.” E o referido autor complementa a sua explicação ao dizer: “Os espíritos nos dizem que em tais casos aplicam o recurso extremo de isolar a criatura para que, já que não pode ajudar, pelo menos não perturbe os trabalhos, uma vez que sua aura se apresenta literalmente suja e desarrumada.” Vale destacar que não é apenas o que ingerimos por meio físico, mas também o que pensamos, o que falamos, assistimos e emanamos que nos eleva ou nos degrada, nos colocando mais uma vez como responsáveis pelas nossas próprias obras e escolhas. ORIENTAÇÕES GERAIS Para finalizar, meditemos na advertência que o benfeitor Miramez, por meio da obra aqui já citada, nos orienta: – Se ainda não tens forças para te libertares dos hábitos incômodos e dos vícios perniciosos, não intentes, por enquanto, desenvolver teus dons espirituais, porque uma coisa não pode se misturar à outra , para que não advenham terremotos internos e conflitos incompreensíveis. Todavia, para tudo existe solução e esta se encontra no trabalho da caridade, desde que nada exijas em troca, pelo teu dever de ajudar aos teus irmãos carentes. – Faze-te companheiro do bom livro, que ele te orienta, e torna-te amigo de homens que se entregaram à reforma moral, que eles vão ajudar-te nos primeiros passos na senda da verdade. Tudo o que procuras existe dentro de ti, até o próprio céu. – Os vícios somente prendem e usam seu poder sobre os inferiores, que neles se deliciam das coisas transitórias, por desconhecerem as belezas eternas que as virtudes restabelecem nos corações. MEDIUNIDADE E LIVRE-ARBÍTRIO Cada pessoa é responsável pelos atos que pratica, assim como os vícios aos quais se entrega. Para os companheiros que optam por todos os tipos de vícios, excessos e desregramentos, a mediunidade passa a ser fator de grande perturbação, podendo não apenas desencadear uma obsessão sutil, mas até mesmo, uma dolorosa subjugação. Em compensação, o médium que segue o caminho da retidão, do amor e da caridade, praticando a reforma moral e lutando contra as suas inferioridades, passa a respirar ares renovados de fé, de vitalidade e bom ânimo. Essas energias benéficas são provenientes da presença dos bons Espíritos que passam a acompanhar o medianeiro comprometido com o trabalho, com o bem, com Jesus. Isto exposto, voltamos a dizer que a mediunidade é uma faculdade neutra, sendo o seu portador o único responsável pelo que dela vier a fazer, não sendo possível eximir-se das ações praticadas, da invigilância ou da ignorância. Texto extraído do livro Mediunidade com Kardec de Patrick Lima . Capítulo 3: Prudência Mediúnica Pergunta 26: Os vícios, de modo geral, prejudicam a prática mediúnica? Como citar: LIMA, Patrick. Mediunidade com Kardec. Poverello Edições, 2023. 1ª ed. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MAIA , João Nunes (psicografia). Segurança Mediúnica. Miramez (espírito). Fonte Viva, 2ª edição, março de 2015. MIRANDA , Hermínio C. Diversidade dos Carismas. LACHATRE, novembro de 2019, 9ª edição.
- 25. O médium pode se casar ou é preferível o celibato?
Em O Livro dos Espíritos , Allan Kardec trata desta temática ao indagar se o matrimônio vai de encontro à lei da Natureza (L.E 695). A resposta obtida por meio dos Espíritos superiores sugere que o casamento, isto é, a união permanente de dois seres, representa um avanço no progresso da Humanidade. Logo adiante Kardec passa a questionar sobre as consequências da abolição do casamento na sociedade humana, e de maneira enfática, os benfeitores afirmam que isso resultaria no regresso à vida dos animais (L.E 696). O médium pode ter vida sexual e matrimonial ou é preferível optar pelo celibato? Dessa forma, compreendemos que o matrimônio é um estado natural, estando presente entre todos os povos. O casamento é ainda um dos primeiros atos de evolução na sociedade humana. Abolindo a união matrimonial da sua cultura, o homem estaria retornando ao início da sua criação (regressaria à infância da humanidade), ficando ainda abaixo de alguns animais – que nos dão inúmeros exemplos de união e fidelidade – na escala evolutiva. O ATO SEXUAL NA VIDA DO MEDIANEIRO O sexo é realmente sagrado, uma criação divina onde duas criaturas trocam energias e sentimentos, e o canal por onde a vida é gerada. Assim como o dinheiro, o sexo e tantas outras coisas em nossa vida, o problema não está no seu uso, mas no abuso, no exagero, na demasia e no desequilíbrio. O Espírito André Luiz – através da psicografia de Chico Xavier no livro Missionários da Luz – em seu diálogo habitual com o benfeitor Alexandre, esclarece-nos: “Atender a santificada missão do sexo, no seu plano respeitável, usar um aperitivo comum, fazer a boa refeição, de modo algum significa desvios espirituais ; no entanto, os excessos representam desperdícios lamentáveis de força, os quais retêm a alma nos círculos inferiores. Ora, para os que se trancafiam nos cárceres de sombra, não é fácil desenvolver percepções avançadas. Não se pode cogitar de mediunidade construtiva, sem o equilíbrio construtivo dos aprendizes, na sublime ciência do bem-viver.” Já o apóstolo Paulo na Epístola a Tito (1:15) profere que todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro, porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas. Não é raro encontrarmos pessoas que receiam falar, ou até mesmo pensar, em qualquer situação relacionada ao sexo, seja por temor, traumas, cobrança social, familiar ou religiosa; já para tantos outros, esse assunto é abordado, assim como a sua prática, exageradamente. São dois lados de uma mesma moeda, duas situações contrárias que caminham para o desequilíbrio. Como todo aspirante a médium deve saber, o equilíbrio é fundamental na vida de qualquer pessoa, e principalmente na vida daqueles que desejam o intercâmbio com o mundo espiritual. O espiritismo nos esclarece que todo e qualquer desequilíbrio, vício ou excesso constitui uma transgressão às leis divinas. Cada deslize, por mais insignificante que pareça, não escapa à vigilância da soberana justiça. Assim, cada indivíduo é levado a responder, com precisão, por seus desregramentos, pensamentos e ações. MATRIMÔNIO OU CELIBATO? No tocante ao casamento, o benfeitor Miramez – no livro Médiuns, psicografado por João Nunes Maia – nos esclarece: “Renunciar ao casamento por causa de mediunidade é dupla ignorância , pois a função mais sublime do médium está, por assim dizer, dentro do lar, começando na engrenagem física.” O benfeitor continua a nos apontar que algumas pessoas não possuem em seu planejamento reencarnatório a formação de um núcleo familiar, porém, estão bem consigo mesmas (em estado de solitude ), sem sofrimentos por conta disso; são os celibatários por vocação. Em contrapartida, há pessoas que desejam de qualquer maneira à constituição de uma união familiar, mas que pela lei de causa e efeito são privadas desse feito para sua própria educação e evolução. Há também pessoas que ainda não aprenderam a viver a dois, a desfrutar da companhia de um cônjuge – com os mesmos direitos – e apresentam repulsa pelo matrimônio. Referente ao celibato, Kardec aborda estas questões em O Livro dos Espíritos ao interpelar: 698 – O celibato voluntário é um estado de perfeição, meritório aos olhos de Deus? Os Espíritos respondem: “Não, e os que vivem assim, por egoísmo, desagradam a Deus e enganam a todos.” Kardec novamente questiona: 699 – O celibato não é um sacrifício para algumas pessoas que desejam devotar-se mais inteiramente ao serviço da Humanidade? Sabiamente os benfeitores arrematam: “Isso é bem diferente. Eu disse: por egoísmo. Todo sacrifício pessoal é meritório, quando feito para o bem; quanto maior o sacrifício, maior o mérito.” Se o celibato, por si mesmo, não é um estado meritório, já não se dá o mesmo quando constitui, pela renúncia, às alegrias da vida familiar, um sacrifício realizado a favor da Humanidade. Todo sacrifício pessoal visando o bem e sem intenção egoísta eleva o homem acima da sua condição material. MEDIUNIDADE NÃO EXCLUI O CASAMENTO Para finalizar, tendo como referência as sábias palavras de Miramez no livro supracitado, destacamos que: – A mediunidade disciplinada não exclui o sexo: educa-o . Não foge das tentações: vence-as. – Mediunidade não exclui o casamento , pois ele serve para o grande itinerário evolutivo, como escola diária, como síntese de coletividade. – O casamento, para o médium, é uma ajuda; o processo de relacionamento de duas pessoas em um lar desperta em cada um o interesse de servir os outros. – O celibato não representa condição especial do indivíduo para com a sociedade, ou de Deus para ele. [...] O médium que não formou um lar pelos laços do casamento não deve se iludir julgando ser um santo, por abster-se da intimidade do sexo... – Em muitos casos, companheiros que se colocaram em estado de graça, pensando que renunciaram ao casamento e salvaram a sua alma, iludem-se. – Compreendemos, pois, que tanto o casado como o solteiro podem ser instrumentos de Espíritos altamente evoluídos, dependendo do modo pelo qual usam ou deixam de usar o sexo. [...] São caminhos diferentes objetivando o mesmo fim. – É certo que na mediunidade aprimorada haja renúncias, disciplinas, mas que não venham a ferir leis, nem contrariar fundamentos pertencentes à própria vida. Texto extraído do livro Mediunidade com Kardec de Patrick Lima . Capítulo 3: Prudência Mediúnica Pergunta 25: O médium pode se casar ou é preferível o celibato? Como citar: LIMA, Patrick. Mediunidade com Kardec. Poverello Edições, 2023. 1ª ed. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS KARDEC , Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. FEB; 93ª edição. Rio de Janeiro, 2014. BÍBLIA DE JERUSALÉM . Tito 1:15. 14ª impressão. Editora PAULUS, 2017. XAVIER , Francisco Cândido. Missionários da Luz. André Luiz (espírito). FEB Editora, 2018. MAIA , João Nunes (psicografia). Médiuns. Miramez (espírito). Fonte Viva, 19ª edição, 2017.
- 24. Médium pode ir pra balada? Há lugares que o médium deve evitar?
Com bastante frequência costumamos ouvir relatos de diversos médiuns com relação às suas ausências em determinados ambientes. Muitos dizem possuir uma mediunidade forte e devido a isso não podem ir, por exemplo, ao Centro da sua cidade ou quaisquer outros locais que possuam um grande número de transeuntes, devido a sensação de mal-estar que os mesmos sentem ao adentrarem ou passarem por esses espaços. A mediunidade interfere na vida social do medianeiro? Mas será, de fato, que se trata de uma mediunidade forte ou de uma mediunidade em desequilíbrio? O ambiente realmente interfere no psiquismo do médium? A mediunidade interfere na vida social do medianeiro, privando-o da convivência de certas pessoas e lugares? Como nos adverte o Espírito Miramez por meio do livro Médiuns , psicografia de João Nunes Maia, o médium é sempre influenciado pelo ambiente . Cada ambiente possui uma energia – egrégora – que lhe é própria, plasmada pelos seus ocupantes e o meio ao qual se destina. Logo, encontraremos locais cujo magnetismo é salutar, benéfico e balsâmico, enquanto outros, possuirão uma energia enfermiça, nociva e prejudicial. (ver questão 96) Nos lares e espaços onde a prece, a conduta reta e o pensamento elevado se fazem presentes, encontraremos um ambiente repleto de fluidos regeneradores, benéficos e reconfortantes. Em contrapartida, nas casas e demais espaços onde a invigilância e todos os tipos de vícios, brigas, desequilíbrios e excessos se manifestam, encontraremos um ar pesado , impregnado de um magnetismo menos agradável. INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS Segundo Kardec², os Espíritos estão em toda parte, ao nosso lado, acotovelando-nos e observando-nos sem cessar. Ao desencarnarem, os Espíritos não se transformam ou santificam-se automaticamente, mas dão continuidade as mesmas práticas que faziam em Terra. Se eram pessoas que exercitavam o bem, a caridade, o desapego e buscavam se melhorar a cada dia, sem dúvidas continuarão essa prática na erraticidade; se eram mesquinhos, ciumentos, presos aos vícios e as futilidades enquanto encarnados, estes também continuarão procurando por suas paixões no plano espiritual. Dessa maneira, encontraremos nos bares, boates e botecos, Espíritos ainda presos aos prazeres da matéria, vampirizando – e até mesmo subjugando – seres encarnados para suprirem e saciarem os seus desejos. Esse fenômeno também ocorre, de modo geral, em qualquer outro ambiente regado à bebedeira desenfreada e propósitos inferiorizados, onde entidades de baixo teor vibracional incitam os desvarios de toda ordem. De modo similar, os Espíritos sexualmente desequilibrados buscam os motéis e prostíbulos (até mesmo a nossa própria casa, a depender da nossa conduta) para participarem das relações sexuais ocorridas nesses ambientes e assim, satisfazerem suas vontades. Processo semelhante também ocorre com todos os tipos de vícios ou compulsões, sejam eles quais forem (alimentação, compras, acumulação, etc). SENSAÇÃO DE MAL-ESTAR Certamente, como nos disse Miramez, o ambiente influencia diretamente o médium, e este, por sua vez, é livre para escolher e identificar, sem romantização ou o sob o rótulo da mediunidade sofredora , quais espaços se sente à vontade para frequentar e permanecer. Até mesmo o médium experiente e equilibrado, que já consegue discernir o que provém dele próprio, do ambiente ou de uma entidade enfermiça, que já aprendeu a se proteger contra as energias e a influenciação maléfica, volta e meia sente o baque ao adentrar em certos locais. Muitas vezes isso decorre de uma brecha dada pelo medianeiro, seja por meio de um pensamento ou uma série de atitudes; ou mesmo por não estar tão bem equilibrado naquele dia; ou pela ação dos benfeitores que, aproveitando a presença do médium naquele espaço, socorrem os Espíritos que ali estejam em condição para tal. (ver questão 32) Dessa forma, cada pessoa é responsável por seus atos e pelas companhias espirituais que elege pra sua vida. O médium que ainda se compraz em bebedeiras, farras ou outros desregramentos, certamente está envolto em companhias de mesmo teor vibratório. O medianeiro que se deixa arrastar, cedendo a comportamentos inferiorizados, aceitando convites para frequentar ambientes cujos propósitos são contrários ao equilíbrio e harmonia, sem dúvidas é um ser debilitado, que ainda não compreendeu a marcha evolutiva da vida, assim como a responsabilidade do labor mediúnico, carecendo dessa forma de amparo e compaixão. Vejamos o que diz Hermínio de Miranda, em Diversidade dos Carismas , a este respeito: “Nem a prática espírita em geral, nem a mediunidade em particular, exige como condição preliminar um estado de santidade de todos e de cada um. Se assim fosse, não haveria ninguém entre nós, ou seriam raros aqueles em condições de exercer tais atividades. O importante em tudo isso é que não nos deixemos arrastar pelos chamamentos da inferioridade que remanesce em nós, em decorrência de antigas e recentes atitudes equívocas ou francamente desarmonizadas. ” Ser médium do bem exige um esforço próprio para seguir as recomendações expostas no Evangelho de Jesus, educando assim, os nossos sentimentos e domando as nossas más tendências. O médium deve ser como uma flor de lótus, que mesmo entre a lama, permanece limpa. Muitos são os que desejam o dom da mediunidade, mas poucos estão dispostos a percorrerem o caminho da disciplina e da reforma moral. Em uma palavra, o médium bem-educado nas lides espirituais já consegue discernir por si próprio quais tipos de ambientes lhes são caros e quais deve evitar. Sabe também que, por maior que seja sua educação mediúnica e seu autoconhecimento, isso não o isenta de sofrer o revés que ambientes mais pesados podem lhe infligir; entende ainda que certos locais como motéis, prostíbulos, bares, boates, dentre outros, não possuem proteção espiritual, estando os seus frequentadores mais acessíveis as influências e ataques espirituais, bem como da própria egrégora ali presente. VIVENDO EM ISOLAMENTO? A faculdade mediúnica está presente na vida do seu portador 24h por dia, não se restringindo aos dias e as reuniões no centro espírita. Sendo assim, onde estiver, o medianeiro sempre será influenciado pela energia daquele ambiente – seja ela benéfica ou malsã –, bem como, pelas entidades ao seu redor. (ver questão 66) O médium, por possuir uma predisposição que o habilita ao contato mais direto com o mundo espiritual, é sempre mais visado e perseguido para ceder às suas más inclinações e assim, satisfazer as entidades desequilibradas e viciosas que o cerca nesses ambientes, ou que lhe induz a frequentar certos locais cujo magnetismo é propício – devido a influência que exerce sobre o sujeito - para o grave arremate. Dito isto, convidamos os médiuns a utilizarem sempre do bom senso em todas as decisões que pretendam tomar, assim como os locais que desejam frequentar. Dessa forma, ele perceberá que a mediunidade não o torna cativo de nenhuma prisão, e que todo medianeiro é dotado de uma vida igual aos demais. A única diferença é que o médium vigilante sabe reconhecer quais locais lhe são benéficos e quais ambientes deve evitar. Como Kardec acentuou em O Evangelho Segundo o Espiritismo , no tópico O homem no mundo: "Não julgueis, todavia, que, exortando-vos incessantemente à prece e à evocação mental, pretendamos vivais uma vida mística, que vos conserve fora das leis da sociedade onde estais condenados a viver. Não; vivei com os homens da vossa época, como devem viver os homens. Sacrificai às necessidades, mesmo às frivolidades do dia, mas sacrificai com um sentimento de pureza que as possa santificar." Isto é, nenhum médium é chamado a viver em isolamento, em estado de santidade e em constante oração , privado da convivência das pessoas que lhe são caras ou do lazer sadio. E mesmo quando as circunstâncias o levarem a estar em um ambiente cujo magnetismo é inferior, que sua presença ali seja digna e equilibrada, com especial atenção para que sua consciência esteja sempre limpa e que nenhum dos seus atos ou pensamentos macule o seu caminhar. Para isto, basta elevar o pensamento a Deus em tudo o que for fazer, aonde quer que esteja. Em outras palavras, o médium é livre para escolher os ambientes que melhor lhe aprouver, não devendo privar-se em participar dos aniversários em família, assim como qualquer outro evento social, muito menos isolar-se, sem sair para lugar algum, por mero medo das influências e companhias espirituais que possa granjear nesses âmbitos. Entretanto, o medianeiro deve, além de educar à sua faculdade por meio do estudo, reconhecer quais convites lhe são tentadores (aparentemente inofensivos, mas que podem ser armadilhas sutis de desafetos do passado), distinguindo aquilo que verdadeiramente lhe convém, bem como, aprender a proteger-se espiritualmente ao entrar em certos locais. (ver questão 78) CONDUTA EQUILIBRADA O médium desejoso de servir na seara de Jesus deve buscar uma conduta equilibrada, sem leviandade ou outros comportamentos inferiores. Seguindo estes preceitos, firme e forte na sua autocorrigenda, buscando melhorar-se constantemente, o médium conquista a afeição dos bons Espíritos, dos seus guias e mentores. Por outro lado, quando o médium permanece em desequilíbrio, indiferente a sua reforma íntima ou aos compromissos sérios do labor mediúnico, apresentando comportamento contrário a moral e a dignidade, torna-se um companheiro necessitado de compaixão e assistência, ficando de fora dos trabalhos organizados pela espiritualidade superior, não como castigo ou punição, mas sim, porque não apresenta minimamente nenhum requisito para as atividades mediúnicas que servem em nome do amor e da caridade. Afinal, como um indivíduo que ainda não se presta ao mínimo esforço para se corrigir ou se melhorar, ou que não demonstra a ínfima inclinação para tal poderá contribuir nas atividades mediúnicas, tarefas essas que exigem devotamento, renúncia, luta e abnegação? Voltamos a repetir, mediunidade é coisa santa e séria, e como tal, deve ser praticada santamente, seriamente e disciplinadamente. Texto extraído do livro Mediunidade com Kardec de Patrick Lima . Capítulo 3: Prudência Mediúnica Pergunta 24: Médium pode ir pra balada? Há lugares que o médium deve evitar? Como citar: LIMA, Patrick. Mediunidade com Kardec. Poverello Edições, 2023. 1ª ed. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MAIA , João Nunes (psicografia). Médiuns. Miramez (espírito). Fonte Viva, 19ª edição, 12017. ¹ XAVIER , Francisco Cândido. Missionários da Luz. André Luiz (espírito). FEB Editora, 2018. ² KARDEC , Allan. O que é o Espiritismo. FEB Editora, 2016. MIRANDA , Hermínio C. Diversidade dos Carismas. LACHATRE, novembro de 2019, 9ª edição. KARDEC , Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Salvador Gentile. 21ª edição. Editora Boa Nova, 2017.
- 23. A mediunidade pode trazer desequilíbrios para a vida do médium?
A faculdade mediúnica está intimamente ligada à questão da sintonia. Através da afinidade, a interferência psíquica se faz de modo natural, permitindo ao ser desencarnado transmitir suas ideias e impulsos por meio da influência e/ou inspiração. A mediunidade traz desequilíbrios para a vida do médium? O autor Hermínio de Miranda ( Diversidade dos Carismas ) informa que o médium “não se deve esquecer de que sua sensibilidade atrai para o intercâmbio individualidades estranhas à sua. Esforçando-se por viver não um clima de santidade impossível, mas de honesto propósito de servir com o que tem de melhor em si, estará atraindo aqueles que têm afinidades com esses propósitos e não os que, ainda desarmonizados, só lhe poderão criar dificuldades adicionais.” Dessa maneira, o médium está sempre em comunhão com entidades espirituais que compactuam com o seu padrão vibratório, seus desejos, suas inclinações e o seu modo de pensar. Portanto, ninguém permanece isento da inspiração das mentes com as quais a sintonia e a ressonância – de modo consciente ou não – se fez. Sendo assim, onde estiver o pensamento do médium, ali estará a inspiração dos que sintonizam com as suas ondas e faixas mentais. Em suma, a mediunidade por si só é de caráter neutro, portanto, não seria a mediunidade a causa de desequilíbrios na vida do medianeiro, mas o próprio espírito do médium que carece de equilíbrio e harmonia¹. O médium desejoso de se equilibrar, fazendo a parte que lhe cabe, tal como a reforma íntima, o cultivo de bons pensamentos, a prática do bem e da caridade, bem como o tratamento espiritual e o Evangelho no Lar, passa a respirar em uma psicosfera de vibração mais elevada, além de cultivar a companhia dos bons Espíritos, tendo como consequência, o afastamento dos maus. LUTA INTERNA Inúmeras são as dificuldades que todo candidato a médium deve transpor. Um dos primeiros obstáculos que o medianeiro encontra está no seu próprio íntimo, nas suas más tendências. De forma silenciosa, a maior luta que o médium trava é com ele mesmo. Sendo assim, o sujeito que busca e deseja se autolibertar das influências perniciosas, deve seguir o caminho da retidão, da oração e vigilância, do estudo e da disciplina, a fim de adquirir comportamentos e hábitos saudáveis. ¹ Para que o medianeiro alcance a harmonia interior desejada, é necessário que apresente uma conduta compatível com os exemplos evangélicos, colaborando de maneira própria em favor do seu progresso espiritual. Texto extraído do livro Mediunidade com Kardec de Patrick Lima . Capítulo 3: Prudência Mediúnica Pergunta 23: A mediunidade traz desequilíbrios para a vida do médium? Como citar: LIMA, Patrick. Mediunidade com Kardec. Poverello Edições, 2023. 1ª ed. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MIRANDA , Hermínio C. Diversidade dos Carismas. LACHATRE, novembro de 2019, 9ª edição.
- 22. A mediunidade pode levar à loucura?
Allan Kardec já nos alertava em O Livro dos Médiuns – capítulo XVIII – acerca dos inconvenientes e perigos da mediunidade ao dizer: – Os riscos da mediunidade dependem do estado físico e moral de cada indivíduo. Ou seja, o comportamento moral do médium determina a sua felicidade ou o seu padecimento angustioso. – Há médiuns que possuem uma saúde impecável, enquanto outros já são mais debilitados. A causa dessa debilidade não está na mediunidade, visto que a mediunidade não é algo patológico; aqueles são doentes o são por outras causas. – O exercício prolongado da mediunidade, assim como de toda e qualquer faculdade, pode levar a fadiga. É necessário um tempo de repouso para a reposição dos fluidos gastos durante as atividades mediúnicas. – O médium percebe quando está cansado e nesse caso, deve buscar repouso, ausentando-se do exercício mediúnico ou pelo menos, moderando a sua atividade. Isto varia de médium para médium, a depender do estado físico de cada medianeiro. A mediunidade pode levar à loucura? A mediunidade é uma doença? Com relação à loucura, Kardec foi enfático ao perguntar: – A mediunidade poderia causar a loucura? Resposta dos Espíritos: “Não mais que qualquer outra coisa, quando não há predisposição pela fraqueza do cérebro. A mediunidade não causará a loucura, se esta já não existir em germe, mas, se este existe, o que é fácil reconhecer pelo estado moral da pessoa, o bom senso diz que devemos tomar muito cuidado, porque toda causa de abalo pode ser prejudicial.” Segundo o codificador do Espiritismo, há pessoas que devem evitar toda causa de superexcitação, e a prática da mediunidade é uma delas. Portanto, a mediunidade está para todos – já que todos somos médiuns em um determinado grau – mas nem todos estão para a mediunidade. A MEDIUNIDADE É UMA DOENÇA? Em Diversidade dos Carismas , o autor Hermínio C. Miranda informa que “a mediunidade não é doença, nem indício de desajuste mental ou emocional - é uma afinação especial de sensibilidade. Como na música, somente funciona de maneira satisfatória o instrumento que não apresenta rachaduras, cordas arrebentadas, desafinadas ou qualidade duvidosa. [...] Isto quer dizer que não apenas o instrumento tem de estar afinado e em bom estado, mas harmonicamente integrado na orquestra em que atua.” Na supracitada obra, Hermínio de Miranda destaca que “a mediunidade não é um estado patológico e não deve ser exercida à custa da aniquilação da saúde física do médium.” MEDIUNIDADE E DISTÚRBIOS O Espírito Vianna de Carvalho, através da psicografia de Divaldo P. Franco, no livro Médiuns e Mediunidades , capítulo 7, nos esclarece a respeito da mediunidade: “Às vezes, quando do aparecimento da mediunidade, surgem distúrbios vários, sejam na área orgânica, através de desequilíbrios e doenças, ou mediante inquietações emocionais e psiquiátricas, por debilidade da sua constituição fisiopsicológica. Não é a mediunidade que gera o distúrbio no organismo, mas a ação fluídica dos Espíritos que favorece a distonia ou não, de acordo com a qualidade de que esta se reveste. Por outro lado, quando a ação espiritual é salutar, uma aura de paz e de bem-estar envolve o medianeiro, auxiliando-o na preservação das forças que o nutrem e sustentam durante a existência física. A mediunidade, em si mesma, não é boa nem é má, antes, apresenta-se em caráter de neutralidade, ensejando ao homem utilizá-la conforme lhe aprouver, desse uso derivando os resultados que acompanharão o medianeiro até o momento final da sua etapa evolutiva no corpo. ” Complementando seu raciocínio na obra acima exposta, arremata Vianna de Carvalho: “O exercício correto da mediunidade, a educação das forças nervosas, a canalização dos valores morais para o bem, brindam o indivíduo com equilíbrio, harmonia, dele fazendo mensageiro da esperança, operário da caridade e agente do amor, onde quer que se encontre, a serviço da própria elevação espiritual.” Em suma, o exercício saudável da mediunidade não traz consigo problemas. DOENÇAS E ENFERMIDADES Nos casos obsessivos, a simples presença do Espírito vingativo – em desequilíbrio – já é suficiente para dar início a uma série desencadeante de doenças e enfermidades. Quando a doença é originária de alguma debilidade orgânica, ou seja, sem ter inicialmente a influência de obsessores, estes por sua vez, aproveitam-se desse momento de fragilidade orgânica da sua vítima para infligir descargas energéticas mórbidas, intensificando a patologia existente. Em outros termos, o Espírito obsessor pode até não ter sido, nesse caso, o causador da enfermidade, porém, aproveita-se da situação, agravando o padecimento da sua vítima, para melhor lhe senhorear o psiquismo, e dependendo do gravame existente entre ambos, levando em conta a lei de causa e feito, mérito e demérito, a morte do seu objeto de vingança. Texto extraído do livro Mediunidade com Kardec de Patrick Lima . Capítulo 3: Prudência Mediúnica Pergunta 22: A mediunidade pode levar à loucura? Como citar: LIMA, Patrick. Mediunidade com Kardec. Poverello Edições, 2023. 1ª ed. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS KARDEC , Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Salvador Gentile. 9ª edição. Editora Boa Nova, 2004. MIRANDA , Hermínio C. Diversidade dos Carismas. LACHATRE, novembro de 2019, 9ª edição. FRANCO , Divaldo Pereira (psicografia). Médiuns e Mediunidades. Vianna de Carvalho (espírito). 9. ed. Salvador: LEAL, 2015.
- 21. Como médium, o que posso fazer para reduzir o meu medo em relação aos Espíritos?
Sem dúvidas, o medo é um sentimento que nos paralisa e nos turva a visão, impedindo que enxerguemos com clareza as questões do nosso dia a dia. Há diversos estudos que mostram que o medo pode ser inato ou adquirido. No primeiro caso o medo é inerente ao indivíduo, isto é, que já nasceu com ele de forma instintiva; no outro, esse medo é assimilado no decorrer da vida, seja pela observação dos fatos ou após experienciar situações traumatizantes. Como médium, o que posso fazer para reduzir o meu medo em relação aos Espíritos? Não raramente encontramos famílias que relatam e apresentam medo de fantasmas e de tudo aquilo que é desconhecido ou sobrenatural . Desse modo, é compreensível que uma pessoa oriunda desse núcleo familiar também apresente os mesmos medos no que se refere ao intercâmbio com os Espíritos. Esse é o medo adquirido e já internalizado. Entretanto, através da análise racional dos fatos proporcionada por meio dos estudos espíritas e da mediunidade, aliados a elevação do padrão vibratório do médium e o ingresso gradativo nas atividades mediúnicas, esses temores vão pouco a pouco desaparecendo, pois o medianeiro passa a compreender que tudo aquilo que ele julgava oculto, maravilhoso ou sobrenatural, na verdade se encontram pautados em leis naturais e de causas conhecidas. CONHECIMENTO INADEQUADO É certo que, no início da eclosão da mediunidade, quase sempre há manifestações mais desagradáveis, o que faculta, pela falta de conhecimento e instrução espiritual, o aumento do medo e a vontade de fazer cessar por imediato essas visões, sensações e vozes, por vezes, perturbadoras. Em Diversidade dos Carismas , o autor Hermínio C. Miranda destaca: “Alto preço em angústias, decepções e desequilíbrios emocionais e mentais, perfeitamente evitáveis, é pago a cada instante em consequência da desoladora ignorância em torno da problemática da mediunidade fora do contexto doutrinário do espiritismo. E não poucos desajustes sérios ocorrem no próprio meio espírita, no qual o conhecimento inadequado, insuficiente ou distorcido acaba resultando em problema mais grave do que a ignorância que busca informar-se de maneira correta.” Ainda na referida obra, Hermínio de Miranda diz que “são muitas e imprevistas as dificuldades a vencer na fase inicial da mediunidade. Não faltam turbulências, inquietações e perplexidades nem pessoas despreparadas, mas que se julgam 'entendidas', que não apenas podem complicar seriamente as coisas como até levar o médium iniciante a enveredar por atalhos nos quais acabará por perder-se.” VENCENDO OS OBSTÁCULOS INICIAIS A mediunidade é uma das ferramentas que melhor contribui no progresso evolutivo de quem dela se faz portador, visto que a mediunidade nos convida ao trabalho da caridade gratuita, despertando em nós o desejo de ajudar, de estender a mão a quem necessita, de aprender com os erros dos nossos irmãos que nos precederam a passagem paro o mundo espiritual, dentre outros. O que não significa que o sujeito, aos primeiros sinais da eclosão do mediunismo em sua vida, deva se tornar um trabalhador mediúnico, seja na casa espírita ou quaisquer outros espaços destinados a esse fim. Entregando-se cegamente – sem estudo, apoio ou orientação adequada – à experimentação dos fenômenos mediúnicos, o sujeito incorre em complicações sérias, que podem ir desde a obsessão simples a possessão, a fascinação e/ou subjugação. Com base nas explicações oriundas da obra acima mencionada, assinada por Hermínio C. Miranda, podemos compreender que de fato, é comum que esses primeiros chamamentos para a tarefa mediúnica sejam algo incômodos, insistentes e até perturbadores (achamos sempre inoportuno aquele que nos desperta para o trabalho do dia). É como um processo de iniciação. Torna-se necessário vencer os obstáculos iniciais a fim de que o caminho fique desobstruído para que espíritos de mais elevada condição se aproximem. AUTORIDADE MORAL Dando continuidade, o autor supracitado informa que essa primeira crise, portanto, precisa ser superada com equilíbrio, paciência e vigilância. O médium em potencial tem de conquistar o que Kardec define como ‘ascendente moral’ pelo seu procedimento correto, protegido, pelo recurso da prece. O problema seguinte está em procurar entender o que se passa com o indivíduo. [...] Não adianta tentar ignorar o problema. Ele existe e persistirá. Especialmente quando há compromissos programados para o exercício mediúnico como ser encarnado. ESTUDAR É O MELHOR CAMINHO Sendo a mediunidade um dom inato (que já nasce com o sujeito), dependendo de cada caso, ela pode ser desenvolvida e treinada; ou no mínimo, o médium em desabrochar deve buscar educar suas faculdades visando minimizar as perturbações que acompanham, geralmente, os primeiros raios da eclosão mediúnica. Nesse caso, o conhecimento e o aprendizado são sempre os caminhos mais indicados para a libertação dos medos ou outros temores envolvendo as manifestações medianímicas. Dessa forma, como ponto de partida, acreditamos que o estudo sério e disciplinado, acompanhado por instrutores bem orientados, seja o mais recomendado aos médiuns que desejam conhecer e/ou lidar melhor com a mediunidade em seu dia a dia... Eis o sentido desta máxima recortada da obra O Evangelho Segundo o Espiritismo: Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará. Somos seres espirituais vivendo mais uma experiência carnal, portanto, não há o que temer sobre a nossa própria essência. Sigamos sem medo! SAÚDE EMOCIONAL, MENTAL E FÍSICA A pessoa insegura traz em si, no seu íntimo, reminiscências de experiências fracassadas em outras vidas. Sem dúvidas, a insegurança é um grande obstáculo para o exercício correto da mediunidade . Até mesmo nas comunicações inconscientes, o médium que é inseguro pode apresentar dúvidas ou outras demonstrações perturbadoras, tais como o medo e outros bloqueios. O médium inseguro, desejoso de se melhorar e de vencer os seus clichês mentais negativos, deve primeiramente atentar para o estudo da sua mediunidade . O estudo é a palavra-chave (o estudo permanente e diversificado de obras técnicas e evangélicas de autores confiáveis). Através do estudo, o médium é capaz de conhecer, discernir e se aprofundar diante das captações mentais e fluídicas oriunda das comunicações com os Espíritos. É justamente por meio dos estudos e das diversas experiências nas reuniões mediúnicas que o medianeiro vai libertando-se dos seus conflitos mentais, tais como a insegurança, o medo e os bloqueios em geral. Como nos adverte Manoel Philomeno de Miranda e m Mediunidade: Desafios e Bênçãos , através da psicografia de Divaldo Franco: “Quanto mais saúde emocional, mental e física possuir o medianeiro, melhor será para o resultado das suas atividades espirituais.” Portanto, é preciso que o médium busque trabalhar psicologicamente a sua insegurança, a fim de melhorar a sua autoestima e autoconfiança. CONVERSAÇÕES EDIFICANTES Manoel P. de Miranda, na supramencionada obra, complementa ao dizer que “a ação no bem, sob todas as formas, fará que o médium granjeie merecimento e a convivência saudável com as Entidades superiores interessadas no seu progresso.” Sendo assim, não apenas os medianeiros, mas todas as pessoas – de modo geral – devem atentar-se para os tipos de conversações que mantém em seu dia a dia. A conversa edificante e nobre, pautada em assuntos e temas que visam o amor, a caridade e o bem ao próximo, atraí os Espíritos mais elevados, que passam a inspirar todos aqueles que trazem o desejo sincero de se melhorar. Conversações fúteis, chulas, carregadas de palavrões, zombarias, humor picante, além do prazer por notícias catastróficas, por mortes, assassinatos, fofocas, dentre outros sentimentos animalescos, atraem a presença de Espíritos inferiorizados que orbitam esses mesmos sentimentos desequilibrantes. Dessa forma, o médium deve primar em manter diálogos edificantes, com conteúdos elevados e de significativo valor, facultando assim a sintonia com Espíritos nobres. CARACTERÍSTICAS DOS MÉDIUNS SEGUROS E por fim, os médiuns seguros trazem em si algumas características básicas, tais como, o equilíbrio emocional e mental, conduta idônea e uma relativa paz interior, resultado das suas ações diárias na prática do bem, da autoconfiança, da entrega e dedicação abnegada ao serviço da mediunidade iluminativa. Texto extraído do livro Mediunidade com Kardec de Patrick Lima . Capítulo 2: Mediunidade Sem Medo Pergunta 21: Como médium, o que posso fazer para reduzir o meu medo em relação aos Espíritos? Como citar: LIMA, Patrick. Mediunidade com Kardec. Poverello Edições, 2023. 1ª ed. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MIRANDA , Hermínio C. Diversidade dos Carismas. LACHATRE, novembro de 2019, 9ª edição. KARDEC , Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Salvador Gentile. 21ª edição. Editora Boa Nova, 2017. FRANCO , Divaldo Pereira (psicografia). Mediunidade: Desafios e Bênçãos. Manoel Philomeno De Miranda (espírito). Editora LEAL, 2019.
- 20. Como se manifesta a mediunidade em crianças?
A mediunidade obedece a um ciclo natural de afloramento, variando de pessoa pra pessoa em uma escala infinita, podendo eclodir em qualquer momento de nossa vida, desde que isso faça parte e esteja definido em nossa programação espiritual. Sendo assim, o surgimento da mediunidade pode ser dividido em quatro fases sucessivas. Nesse contexto, é essencial agirmos com prudência para que a prática, o desenvolvimento ou a educação mediúnica ocorram sem causar prejuízos significativos ao médium iniciante. Em qual idade é recomendado o desenvolvimento e/ou educação da mediunidade? As quatro fases da eclosão mediúnica – mencionadas acima – variam de acordo com a idade, sendo: 1ª FASE - De 0 a 7 anos Compreendemos por essa fase, o período que vai do nascimento da criança até a idade entre 7 e 8 anos. Ao nascer, a criança ainda mantém uma relação muito tênue com o mundo espiritual e em virtude disso, não raramente, relatam a presença de outras pessoas no recinto (geralmente chamado pelos pais e psicólogos de amigo imaginário ), podendo até mesmo, comunicar conselhos e advertências dos Espíritos aos familiares. Por volta dos 7 anos, como nos relata André Luiz no capítulo XVIII do livro Missionários da Luz (por intermédio de Chico Xavier), o processo de reencarnação é concluído; seu corpo espiritual (perispírito) já está mais acomodado ao corpo físico e aos poucos, a criança começa gradativamente a se desligar do intercâmbio natural com o mundo espiritual, passando a dar maior relevância às relações humanas. Encerra-se o primeiro ciclo. Considera-se então que nesse estágio inicial a criança não possui mediunidade, posto que, a condição orgânica no período da infância permite quase sempre essa ligação com o mundo espiritual e, em muitos casos, após a idade de 7 ou 8 anos, a criança não volta a manifestar nenhum sinal de mediunidade ostensiva. O QUE FAZER? Mesmo em crianças cuja mediunidade já se apresenta de maneira acentuada e natural, o estímulo e a superexcitação devem ser evitados ao máximo pelos pais e responsáveis ; aguardando serenamente o momento mais propício para seu estudo e possível desenvolvimento. Além de não estimular a evolução precoce dessa mediunidade, os pais podem conversar de modo edificante com a criança, buscando ouvir (e entender) atentamente o que o petiz (criança) tem a dizer, praticando assim, a paciência, a compreensão e a compaixão fraterna. Quando a mediunidade aflora na infância de modo espontâneo, as visões que a criança possui é tão natural que isso não lhe traz nenhum prejuízo, transtorno ou desequilíbrio. Nesse ínterim (intervalo de tempo entre dois fatos), é prudente que os pais encaminhem as crianças aos encontros de evangelização infantil (sem esquecerem que a educação moral começa dentro do próprio lar), muito comum nas casas espíritas. Nessas ocasiões, tanto a criança como os pais vão sendo esclarecidos e auxiliados com esses encontros, palestras e passes semanais. A família também pode se beneficiar grandiosamente com a prática do Evangelho no Lar, assim como o hábito da oração diária e da leitura edificante que são sempre benéficas. O QUE DIZ KARDEC SOBRE A MEDIUNIDADE EM CRIANÇAS? Em O Livro dos Médiuns , capítulo XVIII, Allan Kardec pergunta aos Espíritos: – Haverá inconveniente em desenvolver-se a mediunidade nas crianças? Assertivamente os Espíritos respondem: "Certamente. Afirmo que é muito perigoso, porque esses organismos frágeis e delicados seriam demasiado abalados, e sua jovem imaginação ficaria superexcitada. Também os pais prudentes os afastarão dessas ideias, ou pelo menos lhes falarão apenas das consequências morais.” Adiante Kardec faz outra indagação a esse respeito: – Em que idade se pode ocupar, sem inconvenientes, de mediunidade? Eis a resposta dos Espíritos: “Não há idade precisa, isso depende do desenvolvimento físico e mais ainda do desenvolvimento moral. Há crianças de 12 anos que serão menos afetados que certas pessoas adultas. Falo da mediunidade em geral, mas aquela que se aplica em efeitos físicos é mais fatigante para o organismo. A escrita tem outro inconveniente que tem a ver com a inexperiência da criança, se quisesse praticar sozinha e dela fazer um brinquedo.” 2ª FASE - Por volta de 12 anos Compreendemos por essa fase, o período correspondente ao surgimento da adolescência, por volta de 12 ou 13 anos. Nesse momento, as manifestações mediúnicas podem se tornar mais intensas devido ao amadurecimento do corpo físico. Assim como na primeira fase, não devemos tentar seu desenvolvimento ou superexcitar a imaginação do adolescente; porém, os pais e responsáveis podem expor informações mais precisas acerca da mediunidade, dando-lhe a direção necessária, sem forçá-lo, estimulando-o apenas no tocante aos ensinos evangélicos/morais. Pode ocorrer de o adolescente não querer, nesse momento, nenhuma relação com o grupo de jovens na casa espírita ou nada relacionado à religiosidade, renegando à sua mediunidade e dedicando-se aos sonhos juvenis. Frequentemente na fase da adolescência, os jogos, os esportes, as brincadeiras, a escola, a internet, as redes sociais, o lazer e os passeios podem ser bem mais atrativos para o médium teen . Nesse caso, é preciso mais uma vez respeitá-lo, ajudando-o com amor e compreensão, assim como as preces, o passe e o Evangelho no Lar. Já dizia o velho adágio popular que um exemplo vale mais que mil palavras , aqui traduzidos por o exemplo familiar vale mais que mil exortações . Forçar alguém a seguir um caminho que essa pessoa rejeita, não gosta ou não quer, é uma violência contra o seu livre arbítrio, podendo ocasionar em graves prejuízos no futuro. AS IRMÃS BAUDIN Por outro lado, vários adolescentes integram-se naturalmente e com facilidade a essa nova situação, preparando-se com esmero para o estudo mediúnico. Em diversos casos também será possível encontrarmos um número variado de jovens trabalhando em reuniões mediúnicas como médiuns ostensivos sem quaisquer prejuízos derivados desse intercâmbio. Com isso, não estamos incentivando o desenvolvimento mediúnico em tenra idade, sendo cada caso um caso a ser analisado, até porque, nem todos os que apresentam uma mediunidade nessa fase (a partir de 12 anos) estão, de fato, aptos a trabalharem mediunicamente. Esses episódios no qual adolescentes exercem o intercâmbio com o mundo espiritual não é nenhuma novidade no meio espírita, muito menos motivos de escândalos ou temor (como dissemos, cada caso é um caso e necessita prudência em analisar as diversas circunstâncias). Basta lembrarmos que o próprio codificador, Allan Kardec, usou da mediunidade das jovens irmãs Caroline e Julie Baudin, ambas com 16 e 14 anos respectivamente, sendo elas as responsáveis por psicografarem quase todas as questões da primeira edição de O Livro dos Espíritos . As respostas obtidas por meio das irmãs Baudin eram analisadas, revistas e comparadas com as mensagens recebidas por outros médiuns, através do método científico proposto por Kardec (universalidade das informações). 3ª FASE - Entre 18 e 25 anos E sse período corresponde, comumente, a passagem da adolescência para a juventude, entre os 18 e 25 anos. Nesse momento, o médium em desabrochar pode levar em consideração, caso queira, o estudo sério do espiritismo, da mediunidade e o engajamento nas reuniões mediúnicas. Visando sanar maiores dúvidas, recomendamos a leitura dos seguintes itens: - O desenvolvimento da mediunidade é obrigatório? ( vide questão 17 ) - Como surge a mediunidade? ( vide questão 09 ) - Como identificar com precisão o meu tipo de mediunidade? ( vide questão 14 ) - É possível impedir ou bloquear o surgimento da mediunidade? ( vide questão 16 ) 4ª FASE - Na aproximação da velhice Essa fase corresponde a mediunidade que aparece apenas na maturidade, na velhice ou na sua aproximação. Não nos referimos aqui das famosas visões que o enfermo apresenta no leito de morte, mas efetivamente de uma mediunidade manifestada tardiamente. Nessa situação, o médium tardio, à sua escolha, pode se dirigir a uma casa espírita em busca de maiores informações e amparo a respeito de sua mediunidade, seja para querer desenvolvê-la (caso goze de condições físicas e psicológicas), educá-la ou apenas receber a terapêutica correta, caso essa nova conjuntura lhe acarrete maiores transtornos. Texto extraído do livro Mediunidade com Kardec de Patrick Lima . Capítulo 2: Mediunidade Sem Medo Pergunta 20: Como se manifesta a mediunidade em crianças? Como citar: LIMA, Patrick. Mediunidade com Kardec. Poverello Edições, 2023. 1ª ed. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS XAVIER , Francisco Cândido. Missionários da Luz. André Luiz (espírito). FEB Editora, 2018. KARDEC , Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Salvador Gentile. 9ª edição. Editora Boa Nova, 2004.
- 19. A mediunidade é genética, podendo ser passada de pais para filhos?
O Espírito Vianna de Carvalho, em Médiuns e Mediunidades – cap. XVII, intitulado: Médiuns em desconcerto – , pela psicografia de Divaldo Franco, conta-nos que todos os médiuns, sem exceção, durante o seu planejamento reencarnatório, pediram para regressar ao orbe terrestre portando essa faculdade. A mediunidade é genética, podendo ser passada de pais para filhos? Portanto, a mediunidade faz parte da programação reencarnatória de todos aqueles que – por extensão da misericórdia divina – encontram nestas faculdades, uma ferramenta que poderá ser útil à sua própria evolução espiritual (desde que usada em benefício dos mais necessitados, com propósitos dignos, elevados e abnegados, pautados no amor e na caridade). Dessa forma, antecipadamente, os geneticistas do mundo espiritual – responsáveis pela reencarnação do futuro médium – preparam todos os códigos genéticos que melhor correspondam às necessidades do reencarnante¹. Abordando essa temática, em O Livro dos Espíritos , questão 451, Kardec pergunta: – Por que é que a segunda vista parece hereditária em algumas famílias? Resposta dos Espíritos: Por semelhança do organismo, que se transmite como as outras qualidades físicas. Depois, a faculdade se desenvolve por uma espécie de educação, que também se transmite de um a outro. O CORPO HERDA DO CORPO Em Filosofia Espírita – Vol. IX , o benfeitor Miramez (pela mediunidade de João Nunes Maia) comenta a respeito dessa questão ao dizer: Em algumas famílias parece que a segunda vista é hereditária e, de certa forma o é, porque o corpo herda do corpo. Tendo a mediunidade bases físicas, algum traço do complexo fisiológico acresce um pouco na visão espiritual; no entanto, não fica somente na herança física, porque é o Espírito que vê. Ainda na referida obra, Miramez destaca que alguns Espíritos que reencarnam em família têm compromissos em conjunto, e já vêm do plano espiritual com tarefas definidas e já têm os dons aflorados para os mesmos objetivos. Mas, pode acontecer o contrário: existir em uma família numerosa um somente que tenha dons mediúnicos desenvolvidos e os outros nada, até ignorando essa faculdade. Ninguém recebe de graça os valores da alma. E de forma sábia, o benfeitor Miramez arremata: Notamos muitas famílias em que somente um dos membros possuí mediunidade em exercício, sendo que os outros, por vezes, trabalham para essa aquisição e nada conseguem. Já em outras, aparece espontaneamente essa faculdade. Nós já trazemos do mundo espiritual as nossas tarefas definidas, e em poucos casos elas são mudadas, conforme as necessidades e o merecimento de cada um. USANDO O MATERIAL GENÉTICO DOS PAIS Desse modo, é lógico e bastante claro o conceito onde a equipe espiritual utilize o material genético dos pais – principalmente se um deles for médium ostensivo – para a formação do corpo físico do futuro médium. Em outras palavras, dispondo na família do reencarnante o DNA que possibilite a manifestação da mediunidade, a exemplo da formação da glândula pineal, a espiritualidade estabelece um plano genético que facultará a formação de um corpo físico compatível com os tipos de medianimidades que o reencarnante irá desenvolver durante à sua experiência carnal. Isso não significa que em uma família onde não existam vestígios genéticos que auxiliem a formação do corpo que servirá de instrumento mediúnico, que a equipe espiritual não seja capaz de alterar os genes, durante o processo gestacional, favorecendo a formação de um corpo físico compatível ao objetivo proposto. Da mesma maneira, nada garante que sendo ambos os pais médiuns ostensivos, que a criança reencarnante venha também, posteriormente, a ser médium ostensivo; tudo dependerá se isso faz parte ou não do seu planejamento reencarnatório. O que queremos dizer é que todos os recursos baseados nas leis da natureza, e que possam vir a colaborar com o trabalho da espiritualidade benfeitora, não são descartados. Sabemos ainda que a nossa ciência médica está longe de descobrir ou investigar todos os mistérios que envolvem a formação e o desenvolvimento do nosso corpo físico. MARCHA INCESSANTE DA EVOLUÇÃO Em relação aos corpos físicos, o médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco, por meio do livro Diretrizes de Segurança – Mediunidade , disserta que, segundo à sua observação, os médiuns são portadores de uma predisposição especial . Essa predisposição é a responsável pela mais ampla capacidade de que os medianeiros vêm apresentando em registrar e decodificar com mais facilidade e naturalidade as ondas mentais dos Espíritos desencarnados. Diz ainda que no futuro, acredita ele, os corpos serão cada vez mais sutis e melhorados para os trabalhos mediúnicos. Com base neste relato e nas leis divinas – que são fundamentadas na própria natureza –, compreendemos que toda mudança é gradativa, e nunca de forma abrupta. Sendo assim, podemos ressaltar que aos poucos, paulatinamente, estamos vivenciando uma mudança genética em nossos corpos. Essas mudanças sutis de DNA vêm permitindo aos medianeiros da atualidade possuir um corpo que melhor corresponda ao exercício da sua lide espiritual. Tal qual a humanidade progride, o próprio planeta está em constante evolução. Caso o homem pudesse acompanhar essas mudanças, ele veria como este movimento não cessa, e cedo ou tarde, caminhamos para o nosso melhoramento, sendo esta, a marcha incessante da evolução. Então, por quais motivos os médiuns, a mediunidade e os corpos físicos dos medianeiros também não estariam evoluindo? 1. Para melhor compreensão e aprofundamento desta temática, recomendamos a leitura do capítulo 12 da obra Missionários da Luz (André Luiz/Chico Xavier), na qual retrata sobre o planejamento e a reencarnação do Espírito Segismundo. Texto extraído do livro Mediunidade com Kardec de Patrick Lima . Capítulo 2: Mediunidade Sem Medo Pergunta 18: A mediunidade é genética, podendo ser passada de pais para filhos? Como citar: LIMA, Patrick. Mediunidade com Kardec. Poverello Edições, 2023. 1ª ed. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FRANCO , Divaldo Pereira (psicografia). Médiuns e Mediunidades. Vianna de Carvalho (espírito). 9. ed. Salvador: LEAL, 2015. KARDEC , Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. FEB; 93ª edição. Rio de Janeiro, 2014. MAIA , João Nunes (psicografia). Filosofia Espírita – Vol. IX. Miramez (espírito). Fonte Viva, 1ª edição, 1989. FRANCO , Divaldo Pereira; TEIXEIRA , Raul. Diretrizes de Segurança - Mediunidade. InterVidas, 2012. XAVIER , Francisco Cândido. Missionários da Luz. André Luiz (espírito). FEB Editora, 2018.
- 18. Posso perder a mediunidade?
A mediunidade, assim como toda e qualquer faculdade que Deus nos permite ser o seu usufrutuário, pode nos ser retiradas, se assim não fizermos um bom uso delas. Posso perder a mediunidade? Somos privados dessas faculdades (seja por um curto período de tempo ou por várias reencarnações) até aprendermos a valorizar essas ferramentas que nos são emprestadas em favor do nosso progresso e adiantamento. O que não valorizamos em uma vida, nos é retirado em uma próxima, ou até mesmo na atual existência. Não nos referimos aqui apenas à mediunidade, mas também a inteligência, o dom da oratória, da música, pintura e artes em geral, assim como todas as outras. INTERMITÊNCIAS E SUSPENSÕES DA MEDIUNIDADE Allan Kardec já nos alertava em O Livro dos Médiuns que a faculdade mediúnica está sujeita a intermitências e a suspensões momentâneas, a depender de uma série de fatores. Segundo os ensinos de Kardec extraídos da obra acima exposta, podemos concluir que: 1 – É frequente a perda ou suspensão da mediunidade, e isso independe do seu gênero ou categoria. 2 – Geralmente essa interrupção é momentânea, sendo restabelecida após cessar a causa que a iniciou. 3 – Para se obter uma comunicação mediúnica (ou quaisquer manifestações do gênero) é obrigatoriamente necessário o concurso e a intervenção direta dos Espíritos. Portanto, não é a mediunidade que desaparece, mas os Espíritos que – por diversos motivos – não querem ou não podem recorrer ao aparelho físico do médium. 4 – Os Espíritos elevados abandonam o concurso do médium a partir do momento em que este passa a usar indevidamente à sua mediunidade, utilizando-a para o seu próprio prazer, cobrando dinheiro ou favores para atender os que lhe procuram, fingindo comunicações que não são verdadeiras, fazendo adivinhações, brincadeiras, assim como tudo aquilo que é frívolo, ambicioso e ganancioso. Nesse caso, os Espíritos elevados advertem e esclarecem o médium por diversas vezes e ao verem que seus conselhos não são escutados, abandona-o. A partir deste momento, o medianeiro invigilante abre as portas do seu aparelhamento físico para que os Espíritos inferiores o utilizem continuadamente. 5 – Em muitos casos, ao se afastarem, os Espíritos elevados privam o medianeiro de toda e qualquer comunicação mediúnica, tendo como objetivo ensiná-lo que a mediunidade não depende dele (médium), a fim de que ele não se envaideça e perceba que a mediunidade sem o concurso dos Espíritos é nula ou sem proveito. 6 – A perda ou suspensão da mediunidade não é sempre uma punição, podendo até mesmo ser uma prova de benevolência. Em certos casos, nosso anjo guardião nos priva de toda e qualquer manifestação mediúnica para dar-nos o repouso material que nos julga necessário, seja por estarmos doentes, exaustos, nos recuperando de uma cirurgia, etc. 7 – Pode ocorrer que o médium não se encontre necessitado de repouso físico, muito menos fazendo uso indevido da sua mediunidade e mesmo assim, ocorre à sua intermitência. Nesse caso, é a paciência, a honestidade e a perseverança do médium que está sendo provada, para ver se o medianeiro irá desanimar ou fingir comunicações falsas/inexistentes. Outras vezes é para que ele medite sobre as instruções que recebera. Sendo assim, uma das formas de abreviar essa interrupção é através da resignação e da prece. 8 – O afastamento da espiritualidade que nos assiste não significa que estamos sozinhos ou abandonados. Através do pensamento, mesmo com a falta da mediunidade ostensiva, o médium pode e deve continuar a conversar mentalmente com os Espíritos que lhe são caros, tendo a certeza de que é escutado pelo seu guia e protetor espiritual. EM SÍNTESE Em síntese, a perda ou suspensão da mediunidade pode ocorrer devido ao seu mau uso, problemas de saúde ou uma prova de paciência e resignação para o médium. Interrogando à sua consciência, analisando o seu dia a dia, o seu estado de saúde, assim como o uso que vem fazendo da mediunidade, o médium pode encontrar os motivos que levaram ao interrompimento da sua faculdade medianímica, assim como o afastamento dos bons Espíritos e a aproximação dos maus. CUIDADOS MORAIS A faculdade mediúnica necessita de cuidados próprios. Quando a faculdade mediúnica não recebe os devidos cuidados (principalmente os de aspecto moral) por parte do seu portador, ela não desaparece por completo. Nesse caso, quando os Espíritos elevados percebem que suas advertências e esclarecimentos são ignorados repetidamente pelo médium invigilante, eles se afastam – respeitando as leis de causa e efeito, de sintonia e afinidade –, deixando o medianeiro a mercê dos Espíritos inferiores (que ele mesmo atraiu) e que passam a usar à sua faculdade para fins menos dignos. Ao médium displicente perante a sua condição, é quase certo o seu padecimento via obsessão/possessão, além do surgimento de graves enfermidades e transtornos emocionais/psicológicos a médio e longo prazo, isto é, na atual encarnação e muito provavelmente nas futuras. Texto extraído do livro Mediunidade com Kardec de Patrick Lima . Capítulo 2: Mediunidade Sem Medo Pergunta 18: Posso perder a mediunidade? Como citar: LIMA, Patrick. Mediunidade com Kardec. Poverello Edições, 2023. 1ª ed. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS KARDEC , Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Salvador Gentile. 9ª edição. Editora Boa Nova, 2004.










